quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Rock é do Diabo?

 Uns cantam sobre a estrada para o inferno e outros sobre uma escada para o Céu. Alguns cantam sua “simpatia pelo demônio” e outros batem na porta do céu. Trocadilhos infames a parte, a grande questão é: O Rock é do diabo?

  “O Diabo é o pai do Rock”, declarou o músico brasileiro Raul Seixas. E essa afirmação foi e sempre será repetida, seja por fanáticos religiosos ou por pais e mães que não agüentam mais os filhos ouvindo rock pesado das 10 da manhã as 3 da madrugada.  Embora Deus e Satã já estivessem presentes no Rock antes, foi na década de 60 que as duas forças se intensificaram. Bastou John Lennon dizer que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo que a coisa pegou fogo. Lennon não estava se comparando ao filho de Deus. Apenas disse que a juventude se importava mais com seu grupo, o que de fato, não era mentira alguma. A polêmica frase do líder dos Beatles se espalhou e chegou na América de forma distorcida: “Somos maiores que Jesus Cristo”.

 Rádios americanas vetaram a música da banda e organizaram por todo lugar as famosas “fogueiras-beatle”, onde os bons jovens eram convidados a queimarem os discos do grupo. Nos EUA, enquanto Elvis gravava um disco gospel de tempo em tempo, o The Doors de Jim Morrison se mergulhava no Xamanismo cantando temas como “Shaman’s Blues”, “Yes, The River Knows”, entre outras.

 Muitos não sabem, mas foi aqui no Brasil que um dos maiores sucessos dos Rolling Stones começou. Mick Jagger e Keith Richards estiveram de férias em nossa terra e meados de 1968. Na Bahia, visitaram centros de macumba e ao voltarem para a Inglaterra, criaram uma música cheia de ritmo, um samba de terreiro, uma macumba com guitarras... o clássico “Sympathy For The Devil”.

Na canção, Jagger canta as tragédias e desgraças da humanidade e fatos bíblicos na persona do próprio demo.  Daí surgiram mais e mais bandas como o Black Sabbath, Led Zeppelin, AC/DC, entre outros, dando munição aos religiosos que pregavam exatamente o contrário.

 Quem acha que só o diabo se divertiu com o rock se engana. Os Byrds cantavam “eu gosto da vida cristã” em sua “Christian Life”, sem falar em Bob Dylan, Bruce Springsteen e o U2, que em seu terceiro álbum cantou na balada “40”: “Esperei pacientemente pelo Senhor, Ele se inclinou e ouviu minhas súplicas”.

 Isso que escrevi foi apenas um super-breve resumo, citando algumas poucas bandas e artistas que se envolveram com os dois lados da espiritualidade. Há muitos outros artistas no mesmo barco, seja o Iron Maiden ou Johnny Cash

Na minha modesta opinião, o Rock é tão bom que nem o céu e o inferno resistem!!

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 Jorge Takeda (eu) é Agnóstico, e ouve tanto Highway To Hell como Amazing Grace.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

VÍDEO DA SEMANA

 Toda sexta-feira postarei o vídeo da semana! Se vocês tiverem alguma sugestão ou pedido, podem mandar por meio dos comentários. 

 Começaremos com a banda americana Kings Of Leon, tocando sua viciante Sex On Fire.

sábado, 10 de janeiro de 2009

Franz psicodélico-dançante Ferdinand

  Não há como fazer comparações entre este trabalho e os anteriores do Franz Ferdinand. O novo álbum dos escoceses, entitulado "Tonight: Franz Ferdinand", é diferente dos dois últimos. Se nos últimos álbuns a turma liderada por Alex Kapranos mostrou uma pegada de rock com um pézinho no dance, no novo disco eles se jogaram completamente nas pistas, revelando até um pequeno lado psicodélico em algumas faixas, como na que abre o disco, "Ulysses".
 Outras faixas que merecem destaque são: Bite Hard, No You Girls e a ótima Twilight Omens.

 Pra quem já gosta da banda, é um bom álbum. Pra quem não gosta, vai continuar não gostando. Tirem suas conclusões.

Músicas: Ulysses, Turn It On, No You Girls, Send Him Away, Twilight Omens, Bite Hard, What She Came For, Live Alone, Can't Stop Feeling, Lucid Dreams, Dream Away, Katherine Kiss Me.
Preço: Ainda não foi lançado, mas já se encontra em pré-venda por preços entre 27,90 e 32,90.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Quem sabe faz ao vivo


 Multishow ao vivo - Capital inicial registra o show da banda brasiliense em sua cidade natal. Disponível tanto em CD como em DVD, o show é um desfile de clássicos do rock nacional, e mais até do que isso: um tapa na cara das bandinhas nacionais da atualidade que se preocupam mais com o visual e os clipes da MTV do que com a música! 
 O carisma de Dinho Ouro Preto, vocalista da banda, atinge o ouvinte logo na primeira canção e continua firme até o final da última música. 
 Além de músicas já consagradas da banda, há espaço para covers, como "Primeiros Erros", de Kiko Zambianchi, amigo próximo da banda, e "Mulher de Fases", dos extintos Raimundos.
 A apresentação contou com aproximadamente 1 milhão de fãs. Não é segredo pra ninguém que os fãs brasileiros são os mais animados e apaixonados pela música. Sendo assim, este álbum nem precisava ser lá muito bom. Mas é.

Músicas: Mais, O Mundo, Independência, Como Devia Estar, Passos Falsos, Eu Nunca Disse Adeus, Não Olhe Pra Trás, Olhos Vermelhos, Primeiros Erros, Algum dia, Dançando com a Lua, Natasha, Que País É Esse?, Mulher de Fases, 4 X Você, À Sua Maneira, Fogo.
Preço: R$19,90

domingo, 23 de novembro de 2008

Decepção



  Um dos álbuns mais esperados de todos os tempos. Mito antes mesmo de ser lançado. Axl Rose, vocalista do lendário Guns N' Roses, prometeu esse álbum desde que a formação clássica da banda se desfez, com a saída do ícone Slash e de Duff McKagan
 Bom seria se Axl Rose tivesse um pouco de bom senso e criasse uma outra banda, com outro nome, e esquecesse o GNR. Mas o que aconteceu? Ele manteve o nome Guns N' Roses, embora fosse o único membro original a permanecer.
 Finalmente o tão esperado Chinese Democracy foi lançado. Após tanta espera, nada pior como uma decepção. O álbum tem algumas [poucas] músicas boas, mas nada lembra aquele Guns N' Roses que comandava o Hard Rock em tempos passados. Querendo inovar, a banda perdeu a característica do som que a consagrou - se bem que soa errado falar desse modo, pois o Guns atual nada tem a ver com o antigo. 
 Axl Rose cavou sua cova. O caixão atende pelo nome de Chinese Democracy.

Músicas: Chinese Democracy, Shackler's Revenge, Better, Street Of Dreams, If The World, There Was A Time, Catcher In The Rye, Scraped, Riad N' The Bedouins, Sorry, IRS, Madagascar, This I Love, Prostitute.
Preço: não vale a pena comprar!

sábado, 22 de novembro de 2008

Mais do mesmo


 Perfect Symmetry é o nome do novo álbum da banda inglesa Keane, que em sua formação tem apenas piano, bateria e voz. Perfect Symmetry soa como os dois primeiros da banda, decepcionando que esperava inovação. Porém, o terceiro álbum da banda está longe de ser ruim. Repetindo a fórmula que conquistou os fãs, em grande parte graças a genialidade do tecladista  Tim Rice-Oxley, o disco conta com hits - "Spiralling" já é sucesso - e belos hinos, como a música que dá nome ao álbum e a ótima "The Lovers Are Losing". Tom Chaplin, o vocalista, está cantando muito bem, seguindo o estilo de voz suave de Chris Martin, do Coldplay.
 No geral, é um bom álbum. Vale a pena conferir!

Músicas: Spiralling, The Lovers Are Losing, Better Than This, You Haven't Told Me Anything, Perfect Symmetry, You Don't See Me, Again And Again, Playing Along, Pretend That You're Alone, Black Burning Heart, Love Is The End.
Preço: 25,90

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

De Las Vegas para o mundo!


 Após um primeiro álbum bastante promissor (Hot Fuss, de 2004), e um segundo álbum excelente, porém injustiçado pela crítica (Sam's Town, de 2006), os rapazes de Las Vegas estão de volta. 
 Ao ouvir "Human", primeiro single do novo álbum do The Killers, nota-se que a banda voltou a dar mais ênfase aos sintetizadores que marcaram o primeiro álbum juntamente com a experiência e as belas melodias que marcaram o segundo. Não seria certo dizer que Day & Age é uma mistura dos dois primeiros álbuns da banda . As letras de Brandon Flowers estão cada vez mais maduras, e a banda mais experiente. O álbum, que chega as lojas no dia 28 de novembro, traz novos sons, novos territórios que a banda apresenta ao ouvinte, seja em "Losing Touch" - que abre o álbum de forma magistral - ou na misteriosa "Goodnight, Travel Well".
 Ouvi o álbum hoje pela manhã, e agora estou ouvindo-o novamente enquando escrevo. Ainda é cedo pra fazer comparações, mas é fato que Day & Age é no mínimo muito bom!

Músicas: Losing Touch, Human, Spaceman, Joy Ride, A Dustland Fairytale, This Is Your Life, I Can't Stay, Neon Tiger, The World We Live In, Goodnight Travel Well
Preço: R$29,90 em média